Com: Itsaso Arana, Vito Sanz, Andrés Gertrúdix, Fernando Trueba
Género: Drama
Classificação: M/12
Produção: FRA, ESP
Duração: 114 min
Sinopse:
Ale e Álex (Itsaso Arana e Vito Sanz) vivem em Madrid, são casados e, até há pouco tempo, eram felizes juntos. Mas agora, passados quinze anos de partilha, estão ambos certos de que se querem separar. De forma a tirar o habitual peso daquele momento das suas vidas, têm uma ideia que deixa todos perplexos: organizar uma festa para celebrar o divórcio. Mas nenhum familiar, amigo ou colega de trabalho se deixa convencer de que aquilo seja um ponto final.
Com assinatura do espanhol Jonás Trueba (Têm de Vir Vê-la), um filme que, como diz uma das personagens, “parece uma comédia, mas na realidade é um drama” sobre relações humanas e o fim do amor numa relação a dois.s e o fim do amor numa relação a dois. PÚBLICO
Durante um ano, Rui Pires documentou o trabalho dos deputados no Parlamento. O resultado é este documentário, que acompanha os debates e votações (sobretudo sobre a Lei de Bases da Habitação) ao longo desse período, numa reflexão sobre a importância da participação cívica e do poder popular.
O foco da narrativa é “o papel que desempenham os deputados e de que forma é que desempenham esse trabalho”, sublinhando que “o filme acaba por mostrar uma realidade que é absolutamente desconhecida da grande maioria das pessoas”. Pires defende que a obra revela "como o trabalho dos deputados consiste em responder aos anseios legítimos da população e garantir que as decisões têm impacto na vida das pessoas".
Co-produção entre a Monomito Argumentistas e a Terratreme Filmes, "O Palácio de Cidadãos" conquistou o prémio de melhor filme na edição de 2024 do Doclisboa. PÚBLICO
Com: Elle Fanning, Edward Norton, Monica Barbaro, Timothée Chalamet
Género: Drama, Biografia
Classificação: M/12
Produção: EUA
Duração: 141 min
Sinopse:
Em 1960, um jovem chamado Robert Zimmerman – interpretado por Timothée Chalamet que, com este papel, está nomeado para o Óscar de melhor actor – deixa Duluth, no Minnesota, e chega a Nova Iorque com o objectivo de conhecer Woody Guthrie (1912-1967), o seu grande ídolo, e de se afirmar como músico e compositor.
Robert impressiona Guthrie e o seu amigo Pete Seeger (1919-2014) e, em 1962, já com o nome de Bob Dylan, lança o primeiro álbum, um disco que mistura folk, blues e gospel. A 24 de Julho de 1965, já famoso e como cabeça de cartaz do Newport Folk Festival (que tinha sido iniciado em 1959 em Rhode Island), Dylan decide tocar com uma guitarra eléctrica. Essa decisão, controversa e muito criticada por alguns puristas do folk, deu início a uma revolução no seu percurso.
Realizado por James Mangold – conhecido por filmes como "Walk the Line" (2005), uma cinebiografia musical de Johnny Cash; o remake de "O Comboio das 3 e 10" (2007), "Logan - The Wolverine" (2017) ou, mais recentemente "Le Mans '66: O Duelo" (2019) e "Indiana Jones e o Marcador do Destino" (2023) –, este "biopic" tem por base a obra Dylan Goes Electric!, de Elijah Wald, e segue o caminho de Dylan, desde que era um jovem desconhecido até se tornar um dos mais icónicos cantores e compositores da história da música.
Com canções poéticas e cheias de significado, Bob Dylan foi o primeiro (e, até agora, o único) artista na história a ganhar, em 2016, um Prémio Nobel da Literatura e um Pulitzer pela sua obra, assim como um Óscar, um Grammy e um Globo de Ouro – os três últimos pelo tema "Things have changed", composto para o filme "Wonder Boys - Prodígios".
O elenco conta ainda com a participação de Edward Norton, Elle Fanning, Monica Barbaro, Boyd Holbrook, Dan Fogler e Norbert Leo Butz. Para além dos oito Óscares para que está nomeado, A Complete Unknown foi indicado para vários prémios, entre eles os Globos de Ouro, os Screen Actors Guild e os Critics Choice Awards. PÚBLICO
Enquanto os protestos políticos contra um Governo cada vez mais autoritário se intensificam no Irão, Iman, juiz e investigador do tribunal revolucionário de Teerão, luta para cumprir ordens e manter o seu lugar. Quando a arma que lhe foi atribuída desaparece, ele começa a suspeitar da mulher e das duas filhas, que se afirmam contra a repressão e repudiam o facto de, a mando dos seus superiores, ele ter o poder de assinar sentenças de morte sem investigação, avaliação de provas ou julgamento. Essa desconfiança acaba por escalar a um ponto de não-retorno, levando-o a tomar medidas drásticas que vão pôr em causa os fortes laços que sempre os uniram.
Galardoado com o Prémio Especial do Júri, o Fipresci e o Prémio do Júri Ecuménico no Festival de Cannes, considerado o melhor filme estrangeiro pela associação National Board of Review (NBR) e nomeado para o Óscar de melhor filme internacional (Irão), um drama político escrito, realizado e co-produzido pelo cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, também autor de O Mal Não Existe (2020), que lhe valeu o Urso de Ouro em Berlim.
Rasoulof utilizou imagens de protestos reais pela morte de Mahsa Amini – uma jovem de 22 anos que morreu em Setembro de 2022, sob custódia da “polícia da moralidade" islâmica – e foi condenado a oito anos de prisão pelas autoridades iranianas. Para escapar, atravessou a pé a fronteira e, em Abril de 2024, chegou à Alemanha, um dos países co-produtores deste filme. PÚBLICO
De: Rachel Szor, Yuval Abraham, Hamdan Ballal, Basel Adra
Género: Documentário
Classificação: M/12
Produção: NOR, Palestina
Duração: 92 min
Sinopse:
Num acto de resistência e busca de justiça para o conflito israelo-palestiniano, o filme conta a história da aliança (e consequente amizade) entre o palestiniano Basel Adra e o israelita Yuval Abraham, dois jornalistas que decidiram unir-se para denunciar a violência e as consecutivas demolições das habitações de Masafer Yatta – um conjunto de aldeias palestinianas no Sul da Cisjordânia – pelo exército e colonos israelitas.
Vencedor do prémio de melhor documentário na edição de 2024 do Festival de Cinema de Berlim e nos European Film Awards, e vencedor do Óscar na mesma categoria, "No Other Land" foi escrito e realizado entre 2019 e 2023 por quatro activistas políticos: dois palestinianos (Basel Adra e Hamdan Ballal) e dois israelitas (Yuval Abraham e Rachel Szor). PÚBLICO
Um gato preto deambula por uma floresta quando é surpreendido por uma inundação. Na luta pela sobrevivência, encontra refúgio num barco à deriva. Dentro da embarcação vai encontrar uma capivara, um cão, um secretário e um lémure com quem segue viagem por cidades semi-submersas, num mundo destituído de seres humanos.
Estreado mundialmente na secção "Un Certain Regard" do Festival de Cinema de Cannes, esta história animada, sem diálogos e de teor ambientalista, recebeu os prémios do Júri e o do Público no Festival de Annecy assim como o Globo de Ouro e o Óscar na categoria de animação.
O letão Gints Zilbalodis, também autor de "Away - A Viagem", realiza e escreve o argumento, a quatro mãos, com Matīss Kaža. PÚBLICO
Apesar de muito próximos na infância, a vida encarregou-se de afastar os primos David e Benji. Agora que a avó de ambos faleceu, os dois decidem fazer uma longa viagem dos EUA até à Polónia para conhecer o país onde ela nasceu e saber um pouco mais sobre a origem dos seus ancestrais. Essa jornada, que levará várias semanas e inevitavelmente os vai obrigar a uma grande proximidade, vai abrir feridas antigas mas será também uma oportunidade para reatar laços perdidos.
Uma comédia dramática escrita, produzida, realizada e interpretada por Jesse Eisenberg ("When You Finish Saving the World") que aqui contracena com Kieran Culkin. Nomeado para quatro Globos de Ouro – entre eles o de melhor filme e argumento –, deu a Culkin o prémio de melhor actor secundário. PÚBLICO
Souleymane é um jovem guineense que trabalha como estafeta da Uber em Paris enquanto se prepara para um dos momentos mais importantes da sua vida: a entrevista que possibilitará obter o estatuto de imigrante e que lhe abrirá caminho para concretizar os seus sonhos. Mas ter tempo e equilíbrio mental para tentar a legalização, enquanto gasta quase todas as horas do dia a trabalhar ou em busca de uma vaga para dormir num qualquer centro de apoio a sem-abrigo, revela-se tremendamente difícil.
Um drama realista realizado pelo francês Boris Lojkine, também responsável por “Hope” (2014) e “Camille” (2019), que escreve o argumento a quatro mãos com Delphine Agut. Pela sua interpretação neste filme, o estreante Abou Sangar recebeu o prémio de melhor actor na secção “Un Certain Regard" do Festival de Cannes. PÚBLICO
Com acção ambientada em 1985, numa pequena vila irlandesa onde a população se habituou a seguir as regras estritas da Igreja Católica, esta é a história de Bill Furlong, um vendedor de carvão honesto e muito pobre, que se esforça por alimentar a mulher e as cinco filhas. Durante a semana perto do Natal, numa entrega de carvão, Bill faz uma descoberta chocante: uma jovem grávida aprisionada num barracão que, vem mais tarde a descobrir, é mais uma vítima das punições impostas pela abadessa de um convento. Dominado por um conflito interior que o faz regressar às dolorosas memórias da própria infância, quando vivia aos cuidados de uma mãe solteira, ele tem de decidir se continua a agir como se nada se tivesse passado ou se arrisca a pouca estabilidade da sua vida lutando pelo que está certo.
Com produção de Ben Affleck, Matt Damon, Cillian Murphy e Alan Moloney, este drama teve a sua estreia no Festival de Berlim e é realizado por Tim Mielants. O argumento, da autoria de Enda Walsh, tem por base o “best-seller” de Claire Keegan, finalista do Booker Prize de 2022.
“Pequenas Coisas como Estas” é dedicado às mulheres vítimas das Lavandarias de Maria Madalena, uma rede de instituições geridas por ordens religiosas, com financiamento do Estado e activas até ao final da década de 1980, onde milhares de mães solteiras, órfãs ou que eram simplesmente vistas como namoradeiras foram ali depositadas para expiar os seus pecados e sujeitas a trabalho escravo, violência física e psicológica. Com Cillian Murphy no papel principal, conta ainda com Eileen Walsh, Michelle Fairley, Emily Watson, Clare Dunne e Helen Behan. PÚBLICO
A acção tem início no Rio de Janeiro, durante a década de 1970, quando o Brasil vivia o auge da repressão através das políticas do general Emílio Garrastazu Médici (1905-1985), 28.º Presidente do Brasil e terceiro do período da ditadura militar. Neste contexto, seguimos Eunice Paiva (Fernanda Torres) na sua busca pelo marido, Rubens Paiva (Selton Mello), um deputado progressista levado pelos militares, em Janeiro de 1971, e dado como desaparecido pelas autoridades. Forçada a criar sozinha os cinco filhos de ambos, Eunice inicia uma longa luta para provar o assassinato de Ruben e o de tantos outros brasileiros que tiveram a coragem de se insurgir contra as injustiças de um regime implacável com todos os dissidentes.
Com realização de Walter Salles ("Terra Estrangeira", "Central do Brasil", "Diários de Che Guevara", "Pela Estrada Fora"), este drama biográfico foi escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega. O argumento parte da biografia homónima escrita por Marcelo Rubens Beyrodt Paiva, filho de Rubens Paiva (1929-1971), uma das vítimas dos 21 anos de ditadura militar instaurada no Brasil desde Abril de 1964 até Março de 1985.
Com a interpretação de Eunice, Fernanda Torres tornou-se a primeira actriz brasileira a ganhar um Globo de Ouro – depois de, 25 anos antes, a sua mãe, Fernanda Montenegro (que aqui interpreta a mesma personagem na velhice, já com sinais da doença de Alzheimer), ter sido nomeada com o filme "Central do Brasil", também realizado por Salles e vencedor na categoria de melhor filme estrangeiro. Na edição dos Óscares de 2025 "Ainda Estou Aqui ganhou na categoria de melhor filme internacional, fazendo história na cinematografia brasileira." PÚBLICO