30 de Junho de 2022

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1578


De: Adriano Mendes
Com: Anabela Caetano, Sérgio Assunção, Sérgio Marcelino, Catherine Boyd-Bell, Emanuele Simontacchi, Arlete Candô
Género: Drama
Classificação: M/12
Produção: Portugal
Duração: 92 min.














Sinopse:
Teresa chega a Lisboa disposta a encontrar emprego e recomeçar a vida. Mas o que encontra é uma cidade gentrificada e saturada de turistas. Segunda longa-metragem de Adriano Mendes (depois de “O Primeiro Verão”), com produção de Rui Mendes e Abel Ribeiro Chaves, e a participação dos actores Anabela Caetano, Sérgio Assunção, Sérgio Marcelino, Catherine Boyd-Bell, Emanuele Simontacchi e Arlete Candô. [PÚBLICO]

Prémios e Festivais
IndieLisboa 2020
Festival Caminhos do Cinema Português



23 de Junho de 2022

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1576

Onoda, 10 000 noites na Selva (2021)


De: Arthur Harari
Com: Yûya Endô, Kanji Tsuda, Yûya Matsuura, Tetsuya Chiba
Género: Drama, Guerra
Classificação: M/16
Produção: Itália / Alemanha / França / Japão
Duração: 165 min.













Sinopse:
Em 1944, Hiroo Onoda (1922-2014), oficial do Exército Imperial japonês, foi enviado à ilha de Lubang, nas Filipinas. A sua missão: fazer os possíveis, com os seus homens, para dificultar ataques inimigos à ilha. Obrigatório: que se mantivesse vivo. Proibido: que se rendesse. A promessa: haveriam de o resgatar custasse o que custasse. A maioria das tropas japonesas morreu entretanto ou foi capturada por forças americanas. Onoda e os seus homens esconderam-se na selva e o grupo foi-se extinguindo ao longo dos anos. Onoda acabou sozinho nas montanhas durante 29 anos, sem nunca ter sabido que a guerra acabara e que o Imperador se rendera. Realizado por Arthur Harari (“Diamant Noir”) e interpretado por Yuya Endo, um épico de guerra que esteve em competição no Festival de Cinema de Cannes. “Onoda - 10 000 Noites na Selva” foi nomeado para quatro Prémios César nas categorias de melhor filme, realização, argumento original (Arthur Harari, Vincent Poymiro) e fotografia (Tom Harari). [PÚBLICO]

Prémios e Festivais:
Selecção Festival Cannes 2021, Un Certain Regard
Melhor Argumento prémios César (Academia Francesa)



9 de Junho de 2022

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1576

O Bom Patrão
Título original: El buen patrón


De: Fernando León de Aranoa
Com: Javier Bardem, Almudena Amor, Manolo Solo, Óscar de la Fuente, Sonia Almarcha
Género: Comédia, Aventura
Classificação: M/12
Produção: Espanha
Duração: 120 min.













Sinopse:
Blanco (Javier Bardem), proprietário de uma empresa de fabrico de balanças industriais, fica satisfeitíssimo por saber que o Governo nomeou o seu negócio para um prémio de excelência. Contudo, pouco antes da visita da comissão para fazer a avaliação final, depara-se com um sem-número de reivindicações dos trabalhadores, que parecem ter escolhido o pior momento para mostrar o seu descontentamento. Determinado a fazer com que nada mine a sua reputação (pelo menos até à atribuição do prémio), Blanco tenta conter a desordem de todos os modos que lhe é possível. Mas, como normalmente acontece em situações como esta, nada corre como o esperado. Nomeado para 20 Prémios Goya e candidato espanhol à nomeação para os Óscares na categoria de melhor filme internacional, esta comédia é escrita e realizada por Fernando León de Aranoa, o premiado autor de “Às Segundas ao Sol” (2002), “Princesas” (2005), “Um Dia Perfeito” (2015) ou “Amar Pablo, Odiar Escobar”. Manolo Solo e Almudena Amor juntam-se ao elenco. [PÚBLICO]

Prémios e Festivais:
Nomeado para 20 Prémios Goya (Academia Espanhola)


02 de Junho de 2022

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1575


Um Herói
Título original: Ghahreman


De: Asghar Farhadi
Com: Amir Jadidi, Mohsen Tanabandeh, Sahar Goldust, Fereshteh Sadre Orafaiy
Género: Drama
Classificação: M/12
Produção: França / Irão
Duração: 127 min.













Sinopse:
Rahim está a cumprir pena de prisão devido a um infortúnio: depois de pedir dinheiro emprestado para um negócio, o seu sócio fugiu, deixando-o na penúria e sem meios de saldar a dívida. Quando tem uma licença de dois dias para visitar a família, decide convencer o homem a quem deve dinheiro a retirar a queixa. Mas as coisas correm terrivelmente mal. Com os actores Amir Jadidi, Mohsen Tanabandeh e Sahar Goldoost como protagonistas, uma história dramática com assinatura do  iraniano Asghar Farhadi, o realizador de “Uma Separação” (2011) e “O Vendedor” (2016), ambos vencedores do Óscar de Melhor Filme Internacional. [ Cinecartaz ]

Prémios e Festivais:
Grande Prémio do Júri no Festival de Cannes



18 de Maio de 2022

Quarta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1574

Título original: Belfast

De: Kenneth Branagh
Com: Jude Hill, Lewis McAskie, Caitriona Balfe, Jamie Dornan, Judi Dench
Género: Drama, Histórico, Biografia
Classificação: M/12
Produção: GB
Duração: 98 min












sinopse:
Finais da década de 1960. Buddy, de nove anos, pertence a uma família protestante que vive em Belfast, Irlanda do Norte. Com o irromper dos confrontos (também conhecido como “The Troubles”) entre católicos nacionalistas e protestantes unionistas, o pequeno vê o seu mundo tremer. Apesar de testemunhar diariamente o escalar da violência, Buddy, sempre protegido pelos pais e avós, vai vivendo o dia-a-dia sem nunca perder a leveza característica da infância. Enquanto isso, os adultos ao seu redor esforçam-se por encontrar o equilíbrio possível. Nomeado para sete Óscares, entre eles os de melhor filme, realizador e argumento original, um drama histórico de cariz autobiográfico, escrito e realizado por Kenneth Branagh ("Sonho de Uma Noite de Inverno", "Hamlet", “Artemis Fowl”, “Um Crime no Expresso do Oriente”, “Morte no Nilo”), que se debruça sobre uma época particularmente conturbada na Irlanda do Norte, que se prolongou até 1998. [ Cinecartaz ]

Prémios e Festivais:
Vencedor Oscar Melhor Argumento Original
Nomeado para 7 Oscars 2022
Vencedor Melhor Filme Britânico BAFTAS



12 de Maio de 2022

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1573

Título Original: L'événement


De: Audrey Diwan
Com: Anamaria Vartolomei, Louise Chevillotte, Kacey Mottet Klein
Género: Drama
Classificação: M/16
Produção: França
Duração: 1h40












Sinopse:
França, 1963. Anne, uma jovem estudante de literatura francesa, brilhante e com um futuro promissor, vê-se perante uma gravidez inesperada e indesejada. Vê assim desaparecer a oportunidade de terminar os estudos e escapar aos constrangimentos da sua origem social. Perante a aproximação dos últimos exames e com a barriga a crescer, Anne resolve tomar medidas que lhe podem valer a vergonha, o sofrimento e até mesmo a prisão. [ Filmspot.pt ]

Prémios e Festivais:
Filme vencedor da competição oficial do 78.º Festival de Veneza
Nomeado para Melhor Realizador nos BAFTA
4 nomeações para os prémios César, da Academia Francesa

Entrevista à realizadora: PúblicoDiário de Notícias



5 Maio de 2022

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1572

Título original: The Power of the Dog

De: Jane Campion
Com: Benedict Cumberbatch, Kirsten Dunst, Jesse Plemons
Género: Drama / Romance / Western
Classificação: M/14
Outros dados: Reino Unido / Canadá / Austrália / Nova Zelândia
Duração: 126 min














Sinopse:

Década de 1920. Os irmãos Phil e George Burbank possuem um grande rancho situado no Montana (EUA). Phil é um “cowboy” deliberadamente rude, provocador e por vezes cruel. George, pelo contrário, é um homem gentil e conciliador, que se esforça por manter a harmonia. Um dia, cansado da solidão, George pede a mão a Rose, uma viúva que gere um pequeno restaurante com o filho, Peter, um adolescente tímido e inseguro. Phil, que considera o casamento do irmão uma afronta pessoal e que não vê com bons olhos que aqueles dois estranhos se mudem para a sua casa, não perde a oportunidade de os atormentar e oprimir.

Com assinatura da neozelandesa Jane Campion (“O Piano”, “In the Cut - Atracção Perigosa”, “Bright Star - Estrela Cintilante”), um “western” que adapta o romance homónimo escrito, em 1967, pelo norte-americano Thomas Savage (1915-2003). Vencedor do Leão de Prata na 78.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, “O Poder do Cão” tem 12 nomeações para os Óscares, entre eles os de melhor filme, realização, argumento adaptado, actor (Benedict Cumberbatch), actor secundário (Jesse Plemons e Kodi Smith-McPhee), actriz secundária (Kirsten Dunst) e banda sonora original. Esta é da autoria de Jonny Greenwood, dos Radiohead, já nomeado na mesma categoria pelos filmes “Haverá Sangue” (2007) ou “A Linha Fantasma” (2017). [Cinecartaz]

Prémios e Festivais:
Óscares 2022 - prémio de Melhor Realização
BAFTA 2022 - prémio de Melhor Filme e Melhor Realização
Seleção Oficial do Festival de Veneza



28 abril 2021

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett

Sessão #1571


A Pior Pessoa do Mundo

Título original: Verdens verste menneske


De: Joachim Trier

Com: Renate Reinsve, Anders Danielsen Li, Maria Grazia Di Me, Herbert Nordrum

Género: Comédia Dramática

Classificação: M/14

Outros dados: NOR/SUE/DIN/FRA, 2021, 127 min.



SINOPSE

Apesar de estar quase a fazer 30 anos, Julie ainda não sabe o que quer. Quando o namorado, mais maduro e ponderado, lhe diz que pretende dar um passo em frente na relação, ela fica perdida. Sentindo-se como mera “espetadora da sua própria vida”, resolve testar os limites e experienciar uma série de coisas antes de tomar decisões definitivas. Este filme segue-a num longo percurso de autodescoberta e de busca de um sentido para a sua existência.


Quinta longa-metragem de Joachim Trier, depois de “Reprise” (2006), “Oslo, 31 de Agosto” (2011), “Ensurdecedor” ( 2015) e “Thelma” (2017), “A Pior Pessoa do Mundo” esteve em competição no Festival de Cinema de Cannes, onde Renate Reinsve recebeu o prémio de melhor atriz. (Fonte: CineCartaz)


Prémios e Festivais:

Óscares 2022 - 2 nomeações para Melhor Filme Internacional e Melhor Argumento Adaptado.

BAFTA 2022 - 2 nomeações para Melhor Melhor Atriz e Melhor Filme Internacional.

Festival de Cannes 2021 - Prémio de Melhor Atriz (Renate Reinsve)

Círculo de Críticos em Nova Iorque e em Boston - Prémio de Melhor Filme Internacional



TOMATOMETER: 96%

MATASCORE: 91


The Guardian ★★★★★

The Independent ★★★★★

Radio Times ★★★★★

Cinevue ★★★★

Público ★★


Notas da Crítica:


«O Melhor Filme do Ano» - RogerEbert.com, The Atlantic, Vanity Fair, The Associated Press, The Playlist


«Um clássico instantâneo» - The Guardian


«Uma comédia ácida sobre o amor.» - Visão


«Triunfal… Dos melhores filmes românticos recentes.» - Awards Watch


«A pure delight… joyful and oftentimes hilarious.» - The Playlist


«’The Worst Person in the World’ is the best movie in the world.» - Paul Thomas Anderson



Seleção de crítica: por Manuel Halpern, na Visão.


“Para ser uma comédia romântica, seria preciso retirar-lhe alguma acidez e acrescentar-lhe… romantismo. Mas talvez seja assim que os nórdicos fazem as coisas. A Pior Pessoa do Mundo, de Joachim Trier, nascido em 1974 – o mais badalado dos realizadores noruegueses da sua geração –, é uma comédia ácida, centrada na vida de uma mulher. Aliás, um título alternativo para este filme poderia ser Doze Episódios na Vida de Julie.


É disso que se trata. Acompanhar uma jovem mulher nas entranhas da alma, incluindo as opções mais radicais da sua vida amorosa. Há aqui uma espécie de leviandade que deve ser levada a sério e um fundo dramático marcante que faz sempre parte das melhores comédias.


Joachim Trier, com essa leveza séria que lhe reconhecemos, acaba por fazer um retrato de uma certa geração e daquilo a que Zygmunt Bauman chama “amor líquido”. Mas, ao mesmo tempo que revela a fugacidade das relações, não esconde a sua resiliência. O filme esteve em competição em Cannes, onde mereceu um justo prémio para Renate Reinsve como melhor atriz.”



+Crítica: À pala de Walsh, Diário de Notícias-entrevista, Magazine HD, Público, O Globo, The Guardian, Independent.


21 abril 2021

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett

Sessão #1570


A Filha Perdida

Título original: The Lost Daughter


De: Maggie Gyllenhaal

Com: Olivia Colman, Jessie Buckley, Dakota Johnson, Ed Harris, Peter Sarsgaard, Dagmara Dominczyk

Género: Drama

Classificação: M/14

Outros dados: GRE/EUA, 2021, 121 min.



SINOPSE

Leda Caruso é uma professora universitária de meia-idade que se encontra de férias na Grécia. Sozinha, passa o tempo a observar as pessoas à volta, distraidamente, até se tornar quase obsessivamente interessada por uma jovem mãe e a sua filha pequena. Através delas, Leda vê-se de regresso ao passado e à sua experiência enquanto mãe. Isso vai fazê-la reavaliar a sua vida e as decisões, nem sempre fáceis ou justas, que teve de tomar.


Com assinatura da atriz Maggie Gyllenhaal (na sua estreia em realização), protagonizado por Olivia Colman e baseado numa obra de Elena Ferrante, um drama psicológico sobre os diversos desafios da maternidade. Com Jessie Buckley, Dakota Johnson, Peter Sarsgaard e Ed Harris a assumirem as personagens secundárias, o filme foi muito bem recebido pelo público e pela crítica, e foi nomeado para os Globos de Ouro de realização e representação (Colman). (Fonte: CineCartaz)


Prémios e Festivais:

Óscares 2022 - 3 nomeações para Melhor Atriz, Melhor Atriz Secundária e Melhor Argumento Adaptado.

Globos de Ouro 2022 - 2 nomeações para Melhor Atriz e Melhor Realização

BAFTA Awards - 2 nomeações para Melhor Atriz  Secundária e Melhor Argumento Adaptado

Festival de Veneza 2021 - Vencedor do prémio para Melhor Argumento (M. Gyllenhaal)

Festival de Londres, Telluride e de Nova Iorque - Seleção Oficial

TOMATOMETER: 94%

MATASCORE: 86


Notas da Crítica:


«Imperdível.» - David Rooney, The Hollywood Reporter


«Brilhante. Um drama psicológico ousado.» - Variety


«Perturba-nos como só os melhores filmes conseguem.» - The Playlist


«A masterwork. Olivia Colman is absolutely fantastic.» - Yolanda Machado, The Wrap


«Adaptando Elena Ferrante, Maggie Gyllenhaal faz uma auspiciosa estreia na realização com um filme tenso, desconfortável, inteligente.» - Jorge Mourina,  Público



Seleção de crítica: por Inês Moreira Santos, em Hoje Vi(vi) Um Filme.


“Maggie Gyllenhaal faz uma abordagem intrínseca e incomum da maternidade na sua longa-metragem de estreia como realizadora. Tendo por base o livro de Elena Ferrante, a realizadora faz uma desmistificação do papel de uma mãe, contra todos os preconceitos ou juízos de valor, numa obra íntima e intensa.


[…] A Filha Perdida confronta a visão machista da sociedade, que insiste em manter a sobrecarga dos deveres da parentalidade na figura materna, e que nela coloca as responsabilidades e as críticas. Na sua aparente simplicidade, é uma obra desafiadora e empoderadora, potenciada pela abordagem feminista que Maggie Gyllenhaal utiliza. 


A boneca que a filha de Nina traz consigo - semelhante à de Leda em criança - despoleta todas as memórias e inquietações da protagonista. E um ato inesperado vai desencadear nela um misto de emoções e lembranças, tonturas, sonolência e esquecimentos, para além de uma sensação de perseguição constante.


Olivia Colman entrega-se a Leda, dá-lhe a confiança da experiência de vida, pronta para enfrentar quem lhe faça frente, mas também revela fragilidade e desamparo, decorrente da obsessão que cria pela jovem mãe com quem partilha a praia. Também em destaque está a prestação de Jessie Buckley na pele de Leda enquanto jovem. Mais ingénua, dividida entre trabalho, tarefas domésticas e o cuidado das filhas, Leda experimenta a harmonia e o desespero. E num elenco de mulheres fortes, há um homem que se destaca: Lyle é uma espécie de espelho masculino de Leda, solitário e magoado, numa prestação sóbria e sentida de Ed Harris.


Muito para além da maternidade, A Filha Perdida é também sobre liberdade de escolha, emancipação, arrependimento e redenção. Sem julgamentos, Maggie Gyllenhaal solidariza-se com as Ledas da vida real, contra expectativas desiguais.”



+Crítica: Público, c7nema, Espalha Factos, Magazine HD, SapoMag, The Playlist, The Guardian, IndieWire.



14 abril 2021

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett

Sessão #1569


Drive my Car

Título original: Doraibu mai kâ


De: Ryûsuke Hamaguchi

Com: Hidetoshi Nishijima, Tôko Miura, Reika Kirishima

Género: Drama

Classificação: M/12

Outros dados: JAP, 2021, 179 min.



SINOPSE

Yusuke Kafuku (Hidetoshi Nishijima), ator e encenador japonês, chega a Hiroshima para pôr em cena a peça “O Tio Vânia”, de Anton Tchekhov. Como motorista, é-lhe apresentada Misaki Watari (Toko Miura), uma jovem com quem rapidamente cria laços. Nas viagens a seu lado, Yusuke vai partilhando memórias do seu passado com Oto (Reika Kirishima), sua companheira de vida e de trabalho, falecida há algum tempo. 


Selecionado para competição no Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu o Prémio de melhor argumento, o Prémio FIPRESCI e o Prémio do Júri Ecuménico, este filme de Ryusuke Hamaguchi inspira-se no conto com o mesmo nome incluído na obra “Homens sem Mulheres”, escrita por Haruki Murakami. (Fonte: CineCartaz)



Prémios e Festivais:

Óscares 2022 - Vencedor de Melhor Filme Internacional (+3 nomeações para Melhor Filme do Ano, Melhor Realização e Melhor Argumento Adaptado)


Globos de Ouro 2022 - Vencedor de Melhor Filme Estrangeiro


Festival de Cannes 2021 - Vencedor do prémio para Melhor Argumento, do Prémio Fipresci, e do Júri Ecuménico. 


Cahiers du Cinéma - Top 10 dos Melhores do ano 2021

Eight Japan Academy Prizes


TOMATOMETER: 97%

MATASCORE: 91


Los Angeles Times ★★★★★

Les Inrockuptibles ★★★★★

The Guardian ★★★★★

The Telegraph ★★★★★

Libération ★★★★★

Le Monde ★★★★★

Première ★★★★★

Observador ★★★★★

Público ★★★★

Variety ★★★★

Indiewire ★★★★

Screen Daily ★★★★



Notas da Crítica:


«Sublime» - The New York Times


«Um golpe de mestre» - Thierry Chèze, Première


«Hamaguchi delivers a masterpiece.» - Little White Lies


«A profoundly beautiful film.» - Telegraph


«Extraordinário. Uma experiência cativante e engrandecedora.» - The Guardian


«The hauntingly beautiful Japanese drama takes audiences on an unforgettable journey alongside protagonist Yūsuke Kafuku (Hidetoshi Nishijima), sharing in his experiences of love, loss and acceptance.» - Screen Rant




Seleção de crítica: por Francisco Ferreira, no Expresso.


“Os dois contos de Murakami em que vagamente se inspira “Drive My Car”, dois dos sete (um deles homónimo, o outro é ‘Scheherazade’) que integram o livro “Homens sem Mulheres” (Casa das Letras), não são mais do que um rastilho que o novo filme de Hamaguchi amplia e propaga a três horas de cinema que, desde logo, aprofundam uma relação rara entre o cinema e a literatura. 


Costuma ser ao contrário, e em 99% dos casos é isso que se passa: o cinema a cercar o texto, a editá-lo e a condensá-lo em proveito da sua própria narrativa. Acontece que o cineasta nipónico de 44 anos, ex-aluno de Kiyoshi Kurosawa e na berlinda dos festivais de cinema desde a sua estreia, em 2008, é também ele detentor — já aqui o frisámos por mais do que uma vez — de uma pluma de qualidade invejável. Houvesse dúvidas disso para quem só há pouco tomou contacto com a obra de Hamaguchi bastaria “Roda da Fortuna e da Fantasia” (Grande Prémio do Júri em Berlim 2021), há pouco estreado entre nós, para dissipá-las. 


“Drive My Car”, esse filme com título de canção dos Beatles, saiu, aliás, do Festival de Cannes do ano passado com o argumento premiado (por isso foi 2021 um ano fabuloso para o cineasta — duas longas-metragens estreadas e premiadas em dois grandes festivais de cinema, coisa rara) e parte de um texto que Hamaguchi foi estendendo a seu bel-prazer a partir do que leu de Murakami, acrescentando um, dois, muitos pontos — muitos ecos, dir-se-ia — aos contos originais. 


As personagens de Hamaguchi dependem, e muito acentuadamente, do que está no papel, das histórias que o autor inventa, não são figuras dadas a qualquer improviso ou outro tipo de estratagema não calculado minuciosamente. É este o método de trabalho do nipónico.”



+Crítica: À pala de Walsh, Diário de Notícias, Público, Magazine HD, Observador, The Guardian, MUBI.