30 janeiro 2020

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1500

Título original: Technoboss

De: João Nicolau
Com: Miguel Lobo Antunes, Luísa Cruz, Américo Silva, Sandra Faleiro
Género: Romance, Musical
Classificação: M/12
Outros dados: POR, 2019, 112 min.

SINOPSE
Luís Rovisco (Miguel Lobo Antunes) é diretor comercial de uma empresa de equipamentos de segurança. Divorciado há já vários anos e prestes a entrar na tão ansiada reforma, reencontra casualmente Lucinda, uma antiga paixão que ele tentará recuperar a todo o custo. Esse encontro dá-lhe uma nova esperança no futuro e uma vontade enorme de ser feliz.

Estreado mundialmente na secção competitiva do Festival de Cinema de Locarno (Suíça), esta é a terceira longa de ficção com assinatura do português João Nicolau, depois de "A Espada e a Rosa" (2010) e "John From" (2015).
(fonte: PÚBLICO)

Prémios e Festivais:
Vencedor do Grande Prémio  no Festival de Sevilha 2019

Festival de Locarno – seleção oficial

Notas da Crítica:

«Lo-Fi Surrealist Musical Road Movie» - Screen Anarchy

«Pelos caminhos do Portugal surreal» - Euronews




Seleção de Crítica: por Ignacio Pablo Rico, in Cine Divergente

El final de nuestra etapa productiva y la posibilidad de revivir, en el otoño de la existencia, un amor con espíritu juvenil, son los temas principales de Technoboss. Pese al inusual tratamiento que João Nicolau otorga a su última película hasta la fecha —un musical estrafalario, que combina recursos teatrales y cinematográficos en una estructura libérrima hasta lo derivativo—, nos hallamos ante un filme tan convencional en su discurso como producciones de Hollywood argumentalmente asimilables; pensemos en Cuando menos te lo esperas (Something’s Gotta Give, Nancy Meyers, 2003) o la más reciente Recuérdame (Remember Me, Martín Rosete, 2019). Las formas disonantes, anti-mainstream, con las que opera Technoboss no son capaces de generar nuevas perspectivas sobre el «cine geriátrico» —como lo define Diego Salgado— más allá del manido renacimiento del héroe a través de un romance que quedó suspendido en un pasado del que se avergüenza. No obstante, el dispositivo formal de Nicolau provoca efectos más interesantes si tenemos en cuenta que nos hallamos ante una bufonada de tono marcadamente costumbrista. Ahí es donde las peculiaridades de este inefable Luís Rovisco adquieren una condición casi extraterrestre, pero siempre dentro del molde de la comedia de costumbres. Technoboss merece destacarse especialmente por algunos tramos divertidos, siempre ligados a esa noción de la realidad cotidiana como caldo de cultivo para modos de locura que, por hábito o supervivencia, hemos decidido normalizar.


23 janeiro 2020

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1499

Título original: Grâce à Dieu


De: François Ozon
Com: Melvil Poupaud, Denis Ménochet, Swann Arlaud, Éric Caravaca
Género: Drama
Classificação: M/14
Outros dados: FRA/BEL, 2018, 137 min.



SINOPSE
Três homens em Lyon juntam forças para denunciar o padre que abusou sexualmente deles quando eram escuteiros e que continuou a trabalhar com crianças. Este filme de François Ozon é inspirado em factos reais (os casos Preynat e Barbarin) que se passaram naquela cidade francesa e que levaram um cardeal a ser acusado na justiça, por ter encoberto um padre acusado de pedofilia.



Prémios e Festivais:
Grande Prémio do Júri – Festival Internacional de Cinema de Berlim

Le Monde ★★★★
Les Inrockuptibles ★★★★
Paris Match ★★★★
Première ★★★★
Télérama ★★★★
Rolling Stone ★★★★
Le Nouvel Observateur ★★★★
Le Figaro ★★★★


Notas da Crítica:

“É o caso Spotlight francês” - Sábado

A partir de um caso real, François Ozon assina ao mesmo tempo um enorme filme político, interrogando a sociedade, e um retrato justo de homens frágeis mas nunca fracos.
Pierre Charpilloz, Band à Part ★★★★★

François Ozon demonstra, a cada filme, que é um dos melhores cineastas franceses com a sua arte de se apoderar de um assunto, muitas vezes da sua autoria. Está na linha de um Chabrol, de um Truffaut, de um Sautet, quando dão o melhor de si mesmos, com é o caso deste filme. Graças a Deus.
Jacky Bornet, Culturebox - France Télévisions ★★★★★

É difícil escrever “magnífico”, “formidável”, “genial”, tendo em conta o assunto do filme. Mas o filme é isso mesmo.
Eric Libiot, L' Express ★★★★★

O assunto do filme é de tal maneira forte que a mise en scène parece invisível; mas não deixa de ser magistral. De uma história de segredos onde a palavra é primordial, Ozon constrói um filme sobre a palavra, a sua construção, a sua repressão, a sua libertação e … a sua perversão: Mankiewicz e Rohmer não o renegariam.
Stéphane Goudet, Positif ★★★★★

Além de uma crónica sensível de um drama coletivo, François Ozon executa na perfeição um filme político.
Thomas Sotinel, Le Monde ★★★★



16 janeiro 2020

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1498

Título original: Sorry We Missed You

De: Ken Loach
Com: Kris Hitchen, Debbie Honeywood, Nikki Marshall
Género: Drama
Classificação: M/14
Outros dados: GB/FRA/BEL, 2019, Cores, 101 min.


SINOPSE
Após a grave crise financeira de 2008, que pôs em causa a estabilidade de milhões de cidadãos em todo o mundo, o inglês Ricky Turner, pai de família, esforça-se para ter sempre um prato de comida na mesa. Com cada vez mais dificuldade em pagar as despesas, toma uma decisão arriscada: comprar uma carrinha e trabalhar por conta própria num "franchise" de entregas ao domicílio. Contudo, não imaginava as imensas contingências que um trabalho desses implicaria. Sem ordenado fixo a cada final de mês, Ricky vê-se a trabalhar quase continuamente. Com o passar dos meses, a falta de dinheiro, associada ao excesso de trabalho e às preocupações com o negócio, quase o levam ao desespero.

Em competição pela Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, um filme dramático com assinatura do multipremiado realizador britânico Ken Loach. O argumento cabe novamente a Paul Laverty, colaborador de Loach em vários outros filmes, entre eles "A Canção de Carla" (1996), "O Meu Nome é Joe" (1998), ou "Eu, Daniel Blake" (2016). (fonte: PÚBLICO)

Prémios e Festivais:
Festival de Cannes 2019 – seleção oficial

Vencedor de Melhor Atriz no Festival de Chicago 2019
Vencedor de Melhor Filme Europeu no Festival de San Sebastián 2019
Vencedor de Melhor Filme no Festival de Lubliana 2019


The Independent - ★ ★ ★ ★ ★
The Guardian - ★ ★ ★ ★ ★
The Hollywood News - ★ ★ ★ ★ ★
Evening Standard - ★ ★ ★ ★  
The Telegraph - ★ ★ ★ ★ 
The Financial Times - ★ ★ ★ ★ 
Time Out - ★ ★ ★ ★ 
Daily Mail - ★ ★ ★ ★ 
The List - ★ ★ ★ ★ 
Corriere Della Sera - ★ ★ ★ ★ 
La Stampa - ★ ★ ★ ★ 
RTP/Cinemax - ★ ★ ★ ★ 


Notas da Crítica:

“Totally unmissable cinema” - The Hollywood News

«Ken Loach delivers one of his best films» - Screen Daily

«Riveting… A drama of searching empathy» - Time Out

«Utterly absorbing» - The Independent

«Brilliant» - The Guardian

«Powerful» - Variety



09 janeiro 2020

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1497

Título original: Kona fer í stríð

De: Benedikt Erlingsson
Com: Halldóra Geirharðsdóttir, Jóhann Sigurðarson, Juan Camillo Roman Estrada, Jörundur Ragnarsson
Género: Aventura, Comédia Dramática
Classificação: M/12
Outros dados: Islândia/FRA/Ucrânia, 2018, 101 min.


SINOPSE
Halla, uma ativista islandesa já na casa dos 40, é uma mulher descontente com o rumo das coisas. Independente e dona do seu próprio nariz, ela declara guerra à indústria dos alumínios, que considera estar a contaminar o país. Convicta das suas ideias, Halla tenta, de todas as formas que consegue, combater os responsáveis e chamar a atenção para os problemas relacionados com o ambiente. Mas a sua luta ganha novos contornos com a chegada de uma carta que finalmente pode concretizar o maior sonho da sua vida: a adoção de uma criança. (fonte: PÚBLICO)


Prémios e Festivais:
Filme vencedor da 12.ª edição do Prémio LUX, do Grande Rail D’Or, e do Coup de Couer do CinÉcole 2018

Festival de Cannes 2018 – Prémio do Público na Semana da Crítica e de Melhor Argumento
Festival de Toronto 2018, de Dublin 2018, de BFI Londres 2018, de Glasgow 2018, de Lubliana

Evening Standard - ★ ★ ★ ★ ★
Variety - ★ ★ ★ ★ ★
The Washington Post - ★ ★ ★ ★ 
The Observer - ★ ★ ★ ★ 
The Hollywood Reporter - ★ ★ ★ ★ 
c7nema - ★ ★ ★ ★  
IndieWire - ★ ★ ★ ★ 
RogerEbert - ★ ★ ★ ★ 
Le Monde - ★ ★ ★ ★
Público - ★ ★ 


Notas da Crítica:

“Praticamente perfeito. Haverá algo mais raro do que um filme inteligente e emocionante que consegue abordar com humor a temática urgente dos problemas climáticos? Este é o filme que procuram.” - Variety

«um dos melhores filmes do ano» - c7nema

«um filme inquietante e ao mesmo tempo divertido » - Magazine HD

«uma história (surreal e habilmente criada) sobre o homem e a natureza – ou, neste caso, a mulher e o outro – feita com maior profundidade emocional e tons políticos mais acentuados. Intenso, anticonformista e visualmente esplendido» - The Hollywood Reporter

«Surprising, touching and funny» - New Internationalist

«Wonderful» - Los Angeles Times

«Joyous» - Total Film

«Un film épatant, vivifiant, impertinent, malicieux et jubilatoire. Un effet euphorisant garanti ! » - Les Gazette de Cinémas Utopia




02 janeiro 2020

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1496


Sessão com a presença do realizador Rodrigo Areias e de um participante no filme, Fernando Nunes.


Título original: Hálito Azul

De: Rodrigo Areias
Género: Documentário
Classificação: M/12
Outros dados: Portugal, Finlândia, França, 2018, 78 min.


Prémios:
Melhor Documentário (Special Juri Prize) no Ismailia IFF 2019
Melhor Documentário no Prishtina International Film Festival 2019
“Special Jury Prize” no Kalajoky Film Fest 2019
Melhor filme português no CINE ECO 2019.

Outros Festivais: 
Mostra de Cinema de São Paulo, 
seleção First Look no Locarno 2018, 
estreia nacional no Porto Post Doc 2018


SINOPSE
A vila Ribeira Quente, localizada na Ilha de São Miguel (Açores), sustenta-se com a pesca. O lugar, porém, sofre por ficar esmagado entre o oceano e a costa de um vulcão — e a pesca, como os habitantes a conhecem, pode acabar. Todos lutam por dias normais, enquanto a vida continua, mesmo com os peixes ficando escassos.

Um documentário com assinatura de Rodrigo Areias (“Ornamento e Crime”), em que as imagens filmadas são complementadas pelas palavras de Raul Brandão, escritas, em 1923, na obra "Os Pescadores", e acompanhadas pela música de Hifiklub & The Legendary Tigerman, responsáveis pela banda sonora. (fonte: PÚBLICO)


“Cultivar o mar é uma coisa, é assunto de pescadores. Explorar o mar é outra coisa, é assunto de industriais.” - Raul Brandão


Notas da Crítica:

«um objeto de cinema a meio caminho entre documentário e ficção» - João Lopes, Diário de Notícias




26 dezembro 2019

Quinta-feira | 21h45 | Cine-Teatro Garrett
Sessão #1495

Título original: Gisaengchung

De: Bong Joon-ho
Com: Song Kang-ho, Choi Woo-shik, Lee Sun-kyun
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/14
Outros dados: Coreia do Sul, 2019, Cores, 132 min.


Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes 2019

Vencedor de Melhor Filme: Sydney Film Festival, São Paulo Film Festival, Vancouver Film Festival, Buil Film Awards, British Independent Film Awards, Blue Dragon Awards.

SINOPSE
Depois de ambos os pais terem perdido os empregos, uma família sul-coreana tenta sobreviver numa pequena cave à custa de biscates. A oportunidade de mudança surge quando Ki-woo, o filho, é recomendado por um amigo para o substituir como explicador de inglês em casa de uma família abastada. Lá, vai conhecer Da-hye, a sua jovem e atraente nova aluna. Ao perceber que os donos da casa procuram uma professora de artes para a filha mais nova, Ki-woo tem uma ideia: sugerir o nome de uma "conhecida" sua que, na verdade, é a própria irmã. A partir daqui, tudo se descontrola.
Uma comédia negra sobre injustiças sociais, com assinatura do aclamado realizador sul-coreano Bong Joon-ho ("The Host - A Criatura", "Memories of Murder", "Mother - Uma Força Única", "Snowpiercer - Expresso do Amanhã"). - fonte: PÚBLICO

Bong Joon-ho: 
“Queria mostrar de maneira clara, mas emocionante, o abismo que existe entre quem tem dinheiro e quem não tem dinheiro”

«Se o grande filme do momento é “Joker”, outra história que tem gerado um hype grande por cá, e não só, é “Parasitas”. […] No Rotten Tomatoes, site que aglomera as classificações das principais publicações especializadas, o filme tem 99 por cento de textos positivos, o que é um número impressionante.» - NIT

“Parasitas, de Bong Joon-ho, um dos fenómenos de 2019: a Palma de Ouro em Cannes tornou-se numa espécie de “pára-raios” das discussões, aqui encenadas em tom de comédia de suspense desesperada que surpreende permanentemente o espetador.” - Público






The Guardian - ★ ★ ★ ★ 
C7nema - ★ ★ ★ ★  
Roger Ebert - ★ ★ ★ ★ 
Público - ★ ★ ★ 


Notas da Crítica:

«Thrilling and devastating, ‘Parasite’ is one of the year’s very best movies» - Los Angeles Times



“Todos que amam cinema devem assistir” - Awards Watch
“Uma jornada distorcida que te vai afetar” - Slash Film
“Uma obra prima que te deixa tenso” - Vulture
“Um dos melhores filmes do ano” - Polygon
“Deslumbrante” - Time Out
“Brilhante” - Variety
“Soberbo” - Collider
“Incrível” - IndieWire


“An urgent story of class told in the most sensationally entertaining way” - The New York Times
“The best film of the year is also funniest and most thrilling” - The Atlantic
“A brilliantly constructed hitchcockian thriller” - AV Club

“Explosive filming on every level” - Rolling Stone
«A savage and spectacular social satire» - CBC News Network

«Um dos filmes mais perturbantes, e mais sintomáticos dum mal estar moderno, que se poderão ver este ano.» - LMO, Público

«Uma enorme coleção de bonecas russas à volta da desigualdade entre ricos e pobres, em tom de comédia-thriller-negra» -  JM, Público